quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Ohio Players - Love Rollercoaster

Da série QUEM SABE FAZ AO VIVO





Ao vivo, em 1975, no programa Midnight Special

sábado, 27 de novembro de 2010

Screaming Jay Hawkins - I Put A Spell on You

Da série QUEM SABE FAZ AO VIVO




Pra quem não sabe esse crássico é dele. Fantástico, pra ver 5 vezes seguidas!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Frank Zappa - Inca Roads

Da série QUEM SABE FAZ AO VIVO




Registro ao vivo de uma das melhores, se não a melhor música do Mr. FZ, com a formação que considero a melhor. Rola uma animação stop motion de massinha doidera no meio do vídeo. O Zappa que batia as fotos do cenário que Bruce Bickford ia montando.
No DVD Dub Room Special mostra o processo.



John Coltrane - Impressions 1961

Da série QUEM SABE FAZ AO VIVO



1961 in Baden-Baden Germany


John Coltrane - soprano sax, tenor sax
Eric Dolphy - flute, alto sax
McCoy Tyner - piano
Reggie Workman - bass
Elvin Jones - drums



A formação impecável de 1961 tocando em um programa de tv alemão. Bom demais! 

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

I Know, I Live You no Roxy Theatre em 1981

Da série QUEM SABE FAZ AO VIVO



Pra quem não conhece essa é Chaka Khan e sua banda numa formação maravilhosa, inclusos Brecker Bros.
Shake it Chaka!

Spanish Castle Magic no Woodstock

Da série QUEM SABE FAZ AO VIVO




SENSACIONAL

domingo, 19 de setembro de 2010


http://www.fubiz.net/wp-content/uploads/2009/08/28_01_2009_0567397001233149885_markku_lahdesmaki-550x365.jpg

domingo, 12 de setembro de 2010


http://i.imgur.com/7dGuq.jpg

quarta-feira, 8 de setembro de 2010


http://designyoutrust.com/wp-content/uploads7/built.jpg
http://www.flickr.com/photos/nando_flickr/4968574331/#/photos/nando_flickr/4968574331/lightbox/

terça-feira, 7 de setembro de 2010


http://designyoutrust.com/wp-content/uploads7/Colour_Me_Kelley_by_DalaiHarma.jpg

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

sábado, 14 de agosto de 2010

Brisas # 1




Pensando a partir de um contexto de pirações recentes elaborei algo sobre linguagem, positivo, negativo, práxis (conversa de ontem na aula)... Muitas coisas!

Cada palavra pode ser problematizada e criticada para fins de desnaturalização de tudo que se coloca e, nisso, vê-se os sérios limites que a linguagem impõe ao exercício do pensar/criticar, pois no momento em que a usamos para nos comunicar/exprimir pensamentos, faz-se necessária a positivação das palavras para o desenrolar de um argumento.
A linguagem, desta forma, parece-nos algo essencialmente crítico à práxis (pensada aqui como uma tentativa de atuar de maneira crítica, aliando como duas faces da mesma moeda o fazer e o criticar, sempre relevando o contexto de objetividade em que estamos submetidos nessa sociedade mediada por abstrações sociais).

Quanta positivação!

* * *

Saiu algo quase como um jogo lógico sobre positivo e negativo...tem a ver com isso tudo.

Quando se nega o que se apresenta (positivo), se positiva o que estava sendo escondido (negativo). Sendo esse um primeiro momento, podemos colocar que o que é positivo neste primeiro momento torna-se negativo no segundo momento, enquanto o negativo do primeiro momento torna-se positivo no segundo momento.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

No rumo das quimeras

Começa aqui:

Me falaram, tive de escutar, sobre o texto que postei, me disseram que aquilo que meu texto falava, "era a realidade; muito pesada".
Respondi, "tudo bem, tá, que é muito pesado, mas é só um texto, não a realidade."
Me convenci com essa resposta.

Desde então não me convenço com este meu convencimento, este ponto final.
E ficou na minha cabeça uma pergunta sem resposta, que volta e meia vem: "o que é a realidade nas coisas"? "a realidade?"

Comecei então numa análise clássica, com método e porra-toda, considerando o conceito, o conceito de realidade:
Primeiro: a subdivisão (a análise):
Pergunta número 1: do que é feita a realidade?
Ela não é feita de meus-textos, de palavras, não totalmente; ainda que tudo isso faça parte do real também. É ou num é?
De que ela é feita?
É feita de percepção? de uma subjetividade? daqui de cá, dos interiores nossos? do daí, de dentro de você, e também de uma exterioridade? da exterioridade? dum outro? dos outros? do resto? dos restos, das coisas?; tudo isso cada um, no dentro da outra? junto, quase que um só? e tudo isso fazendo o que? uma dizendo para a outra como tudo tem que ser? Formando misturado uma grande totalidade: o real?




Isso, ó. (...)

(?)

Isto!




Isto, o tempo todo, repetido, ganha um movimento próprio; o falatório de tudo. Todos os mandos, viram ritmo, vira uma música, a realidade.
E tudo, o dentro, o fora, o depois, o agora, canta a mesma música; de ordens e História, a música de ser o mesmo, que nem nos damos conta.

E ela mesma já em movimento, a realidade, do impulso do turbilhão das tantas subjetividades, oceano delas, cantando, dos compromissos inadiável das coisas, cantando. E mesmo já veio com um peso incomensurável sobre o nada. Viu? E às vezes até o que ainda não é, já virou realidade, já está vendido, benzido, já existiu. Cantou seu hino. O princípio de algo, nem não teve, e já vinha seu fim; o futuro veio antes. Natimortos, a realidade.

A realidade nas coisas? é o peso dela mesma se querendo pra sempre, inventando o tempo. E será? E depois? será?

Mas olha pr'ocê ver!: Misturar a realidade com totalidade pode confundir tudo, por que desse jeito não tem nada mais real ou menos real; pois tudo é real a medida em que existe. E isso pode? Mesmo o sonho é realidade se existiu, como parte dela, momento. Os delírios, as fantasmagorias.
E se realidade é totalidade, é que tem algo nessa realidade, algo totalizante, que a expande e a transforma em universo, no tudo.

E seu dinheiro gasto, que ela mesma cunhou, compra até o fim do mundo. Comprou! A existência toma outros rumos, já tomou, das quimeras.

Mas pior do que confundir tudo é esclarecer demais, misturar realidade com verdade, achar que ambas são uma só: como se algo fosse mais real que outro algo a medida em que seja mais verdadeiro. Crendices. Os idealismos. Mas é de Verdade que se fez a Realidade, essa Realidade, a que só acredita em Si. Que destrói outros horizontes. É feita de verdades a terra da mentira ! - ?





Acaba aqui.

sábado, 26 de junho de 2010

quarta-feira, 23 de junho de 2010

quinta-feira, 10 de junho de 2010



Upload feito originalmente por Fernando Mello

terça-feira, 8 de junho de 2010

domingo, 30 de maio de 2010

Trabalho voluntário!



Nas últimas semanas, uma futebolística e relevante questão vem ocupando o custoso tempo de meu incessante ócio, assim como a atividade retardada de meus já conhecidos onze botões: o peso e a influência do chamado “dedo do técnico”. Tanto nas lendárias conquistas, quanto nos deploráveis, porém, inesquecíveis insucessos. Conhecendo minimamente meu alviverde coração - e não sendo completamente indiferente às questões que tangem nosso esporte bretão no presente momento - convenhamos que não seja necessário matutar durante muito tempo para que se compreenda o porquê desta contenda.
Nesta última semana, os dirigentes do Verde (manchado há pouco de azul, vermelho e marca texto) através de uma proposta completamente fora de todos os padrões de remuneração para o futebol brasileiro - para o futebol, e principalmente para os brasileiros - apresentaram a mesma falida solução para os problemas de sempre, ou seja, a contratação de um "baita" treinador para o time. Depois do Luxemburgo, “o manager”, de Muricy, “o retranqueiro e sem graça, mascador de chiclete”, a bola da vez, de hoje e sempre, é ele: Luiz Felipe Scolari, “o Big Phil”. Sob o bigode e a batuta deste velho conhecido - agora de carreira internacional - todos os problemas de nosso time se resolverão, amigo PARMERISTA: Armero não levará mais bola nas costas; Maurício Ramos não perderá mais uma pelo alto; Edinho não errará mais passes de 5 metros; e Ewerthon (quem diria), agora é só "caxa"!
Quanta bobagem. Não seja um completo bocó, não acredite em nada disso!
Enquanto o potencial salvador da pátria de nosso time estiver sentado no banco de reservas nada mudará! Afinal, não me recordo de nenhum gol marcado por qualquer treinador! Quem faz a diferença é jogador! É só lembrar... Com Celso Roth, não fomos bi-campeões da Libertadores por causa do Ubaldo. Ou melhor, é só observar... Com Ricardo Gomes, “o submisso”, o São Paulo tem tudo pra ganhar este mesmo torneio sul-americano (até hoje não conquistado pelo Corinthians) pela quarta vez.
Sendo assim, apresento uma idéia diferente. Proponho que praticamente todos os investimentos aplicados mensalmente com a manutenção destes técnicos - picaretas convictos por definição - sejam mobilizados para a contratação de jogadores de verdade, preferencialmente atacantes e meias avançados. Não como estes dissimulados e pouco competentes que lá estão, busquemos grandes boleiros com características que mais nos apetece, os matadores à frente, e os mau caráter na cozinha. Dessa forma, não vejo outra possibilidade, nem outra pessoa competente e picareta o suficiente, para ocupar o cargo até agora vago. Portanto, à partir deste momento, estou publicamente me candidatando para o cargo de Técnico voluntário da Sociedade Esportiva Palmeiras. Meu currículo está em anexo.

André Rodrigues Silva

Identificação


- Endereço: Cidade Universitária - CRUSP - Bloco B - Ap. 601
Av. Prof. Mello de Moraes, 1235 - Butantã - São Paulo/SP
- Data de Nascimento: 03/05/1985 - Não fumante
- Contato: Fone: (11) 96910793

- E-mail: decapira@hotmail.com

Objetivo: Assumir voluntariamente o cargo de treinador do time de futebol profissional e dessa forma, provar por A + B que treinador não faz diferença alguma.

Formação:

- Bacharelado e Licenciatura em Geografia
Universidade de São Paulo - USP
Previsão de Conclusão: Julho de 2011

Experiência Profissional:

- Treinador do coletivo “mAll Stars Geografia 2006”:
Técnico de futebol de equipe composta pelos maiores atletas da Geografia 2006

- Crítico de futebol:
Colunista de maior repercussão em blog coletivo. As postagens ocorrem impreterivelmente às segundas-feiras em: matutando5x5.blogspot.com

- Fundador, presidente e capitão do EAFC (Escravos do Álcool Futebol e Cana):
Clube de futebol de grande credibilidade fundado em 2007, cujos jogadores convidados a participar da equipe, fazem parte da extensa lista de transplante de fígado do SUS.
O time atualmente ostenta o terceiro lugar da Taça Gibão.

- Presidente do Clube dos cinco (Cd5):
Chefe do comitê de organização, constituído por representantes das cinco equipes fundadoras da “Taça Gibão” - afamado torneio etílico-desportivo de ocorrência semestral disputado pelos Geógrafos ingressados na FFLCH-USP em 2006.

The Piper Gates of Dawn

Olá pessoas!

Como cheguei mais cedo este domingo, resolvi escrever já, uma vez que nao sei se terça conseguirei entrar na net!
Bem, vou falar um pouco de um disco que comecei a ouvir essa semana. Apesar de ser bem antigo (1967), conhecia apenas algumas musica. Estou falando do "The Piper Gates of Dawn"-primeiro Disco do Pink Floyd. Com Syd Barret na banda, este disco tem uma pegada muito diferente da dos outros. É sensacional! Destaque pra a faixa Interstellar Overdrive, na qual a guitarra de Syd ja aparece impondo respeito. O melhor é escutar esta musica com um bom fone de ouvido, ja que os graves as vezes nao se tornam tao perceptiveis quando escutadas, por exemplo, nas caixas do computador. Esta música pode ser encontrada em http://www.youtube.com/watch?v=emlJKhLZOh8 .
É isso, fica a dica!

terça-feira, 25 de maio de 2010


Olá pessoal!

Faz um tempo que não escrevo por aqui! Também pudera! Desde que comecei a trabalhar de novo, juntando com a greve que inclui a sala de computadores, nao tenho mais tempo de entrar na internet! Bem, hoje tentei chegar mais cedo para me dedicar a essa atividade que é o blog, entao vamos lá!
Postei primeiramente essa foto, que tirei no centro de Sao Paulo, no Terminal Bandeira, bem ali no Vale mesmo. Essa senhora me chamou muito a atençao: era uma moradora de rua, o que chamamos de mendiga. O dia estava bem nublado e ia chover dali a pouco. Mas o que me chamou a atençao era o fato de que ela passava esmalte em suas unhas. Parei, fiquei olhando e tentei pensar em alguma coisa. Só me veio o fato de que precisaria tirar uma foto (deveria ter ido conversar com ela). Agora só me vem uma questão à cabeça: Por que que aquela imagem impressionou tanto?

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Red Bull de onde memo?



Os fanáticos consumidores de Red Bull têm mais um grandioso motivo para celebrar. Outra razão para contradizer Newton e sua afamada lei da gravitação universal; flutuar e permanecer suspensos às alturas.
Pense você: em se tratando dum conglomerado econômico e produtor de bebidas energéticas sem álcool, o que poderia motivar tal festividade? Seria um recorde de vendas? Não. De faturamento então? Também não. A marca já vale mais que a Google? Não, nada disso.... então o que poderia ser? Estão distribuindo amostras grátis? Nem. Um caminhão da distribuidora tombou logo ali na esquina? Putz, também não. Dose tripla de cafeína? Infelizmente não. Agora já vem com whisky? Seria ótimo, mas não, não e não!
É com imenso pesar, que venho nesta já tradicional coluna esportiva das segundas feiras, informarem-lhes o fato extraordinário que impulsiona tal comemoração, o resultado da grande final da Série A3 do Paulista de futebol. Após a lamentável, porém incontestável vitória por 3 x 0, em pleno estádio da Fonte Luminosa, em Araraquara. Assim como do resultado do jogo de ontem, outra vitória, desta vez por 3 x 2 em Campinas, o Red Bull Brasil sagrou-se o grande campeão da competição.
Onde isso vai parar? Nesta mesma competição, equipes tradicionalíssimas como Comercial de Ribeirão Preto, XV de Jaú, Juventus da Mooca e Portuguesa Santista quando muito, chegaram a assustar os merecidos campeões. Entretanto, graças aos nem sempre tão atentos deuses do futebol e possivelmente a Jah, Javé, Ogum, Alah, ou qualquer outra divindade atrelada a este aspecto tão relevante de nossas vidas (neste momento refiro-me ao futebol), dois times de verdade; times de torcida, camisa e tradição, no caso, XV de Piracicaba e a vice-campeã Ferroviária de Araraquara, ao menos obtiveram o acesso à A2.
Puta vida! O que mais me causa irritação, é perceber que este, aparentemente é um processo sem volta, mesmo para os grandes clubes do país. Os tradicionais times, aquele pertencentes à bairros, à cidades e às "gentes", perdem espaço. Times que mais parecem empresas transnacionais, ou melhor, empresas que têm, ou são times, conquistam mais consumidores, uma meia dúzia de estúpidos aficionados de asas,  e vez em quando, beliscam algum caneco.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Funk It!


O lance é não ficar na nóia de postar um super texto cabeça toda a semana.
Aí as postagens saem com menos esforço e mais leves...

Pensamentos altos a parte, hoje vou por música aqui.
De uns tempos pra cá tenho pesquisado um pouco sobre o funk americano, especialmente o da incrível década de 1970. A pesquisa não terminou e nem termina; Sly and The Family Stone, P-Funk, Ohio Players, Rufus, Pointer Sisters, Commodores e outros fizeram discos memoráveis e agora fazem parte dos meus favoritos.

Mas pra quem não manja muito disso tudo, por onde começar, interrogação?

Na real qualquer lugar é lugar quando a música é boa, mas quero destacar Sly e Parliament porque pra mim são os grupos mais significativos. O Sly Stone (vocal e lider da banda) é um monstro sagrado, com o perdão do abuso do clichê, mas o que o e como cara canta é puro garbo e swing. No Parliament um tal de George Clinton apoiado por mais um monte de manos inventou duas bandas/estilos com direito ao que Mr. FZ chamaria de "conceptual continuity", um universo paralelo.

Cada um na sua e com a sua importância, Clinton e Sly são os caras do funk.

Sendo assim, posto uma obra prima de cada um. Do Parliament o disco Mothership Connection que é de 1976. Do Sly and The Family Stone o Fresh que é do ano 1973.

Chega de papo que o som vale muito mais a pena!


Parliament - 1976- Mothership Connection


Sly and the Family Stone - 1973 Fresh



Aproveitem pra baixar antes que a mediação abstrata (Google no caso, mas que não deixa de ser dinheiro) exclua esses arquivos.

P.S. : Se o link der pau avisem que eu posto de novo.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Projeção + Arquitetura - Vídeo

Nem sempre estamos na pilha de ler um texto,
assim como, do lado de cá, as vezes escrever um também não é muito animador.
Para esses dias, caso desta terça-feira, é bom colocar alguma outra coisa no blog.
O vídeo que pode ser visto abaixo é uma nova forma de projeção, que inclusive teve uma versão brasileira na virada cultural, feita na fachada do Teatro Jardí em Barcelona em 2009.
Para o resultado alcançado foi utilizado apenas 1 projetor fixo, atrás da plateia, e toda a fachada do prédio foi mapeada digitalmente, para que se conseguisse os efeitos de sombra e os outros que o vídeo mostra.

Vale a pena ver! Bem loco!

Telenoika Audiovisual Mapping RELEASE 2 :: Figueres Cultura 19/12/09 [Full] from Telenoika on Vimeo.

sábado, 15 de maio de 2010

Virada


Chico me sugeriu que não passasse em branco essa semana e postasse sobre a Virada Cultural. Então tá, lá vamos nós "cagar regra" sobre o que é bom, como faz qualquer "blogueiro" que se preze.

Evidente que conheço muito pouco do que vai tocar na virada, mas algumas coisas merecem destaque e o Mothers em especial será muito apreciado por mim.

A reunião de ex-músicos que tocaram com Mr. Frank Zappa promete ser um puta show pra quem gosta do universo de continuidade conceitual do bigode. Pra começar Napoleon Murphy Brock "on tenor sax and lead vocals" que pra quem conhece a formação de 72 sabe que o cara é uma máquina!

Don Preston (teclados) que esteve nos discos mais densos e avant garde do começo do Mothers é tão inventivo quanto era o próprio Zappa e é tão cult que nem os cults sabem quem ele é.

Roy Estrada conhece pouco de Zappa...era o baixista da formação original de 1969, além de ter tocado e cantado em outros discos... muito foda mesmo!

Me arrisco a dizer que vai ser melhor que o Project Object (banda de ex-membros do Mothers que toca direto nos EUA e que inclui o Napoleon e Don Preston além do Mr. Big Voice Ike Willis) pelo fato de estarem os tiozinho. E olha que sou fã do Ike Willis. O show é sábado às 20h na Av. São João.

Além da dica para os fãs de Zappa, o palco "Bulevar São João" tem o Hermeto às 19h, Airto Moreira que é um demente tocando qualquer instrumento...vale a pena ver às 21h.

O palco do samba vai rolar na Pça da República com Vanzolini na abertura às 19h, o glorioso e simpaticissímo Nelson Sargento na seqüência e tantos outros nomes, Elza Soares, Almir Guineto (09h do Domingo) e os comédia Germano Mathias e Dicró (Domingo 17h). Quem gosta da coisa pode aportar e por lá ficar. Tião Carvalho tocará às 23h30 no Pátio do Colégio, boa pedida aos do samba.

Agora, se você pretende estar "muito louco de sei lá o que logo cedo" e quiser um barulho bem barulhento, agredir e ser agredido em alguma roda, mas acima tudo ouvir metal extremo muito bem tocado cole no palco da São João pra ver o Krisiun às 05h30. Ah, repare no batera...dá medo!

No palco "famosão" na Praça Júlio Prestes às 03h vai ter Living Colour. Vale pelo que os caras tocam!

No domigo às 18h, Elomar, Xangai, Vital Farias e Geraldo Azevedo reeditam o Cantoria e deve ser bem bom!

Os CEUs também vão ter shows bem firmeza. O Xangai estará também no CEU Butantã às 21h, só que no sábado e o Elomar no longíquo CEU Três Pontes que fica no Jd. Helena, pra lá de S. Miguel. No CEU Vila do Sol que fica no Jd. Ângela, Tonhones Land, Bnegão às 17h Domigo e o histórico Z'áfrica Brasil às 19h no Sábado.

Já nem sei mais...tem coisa pra caralho, a dupla Barbarito Torres e Ignacio Mazacote do Buena Vista, na Avenida Duque de Caxias às 18h pra abrir a Virada, o erudito no Parque da Luz e no Lgo S. Bento, o palco brega na Viera de Carvalho (Lgo do Arouche), 500 mil CEUs, reggae na Barão de Limeira, homenagem ao centenário Adoniran nas estações Luz e Brás com viagens e tudo...

Enfim, se virem, percam-se e deixem levar porque na virada sempre dá pra conhecer uns atalhos do centro via deriva...


foto retirada de: http://www.united-mutations.com/b/napoleon_murphy_brock.htm

terça-feira, 11 de maio de 2010

Convocados


Pessoal!

Como estávamos todos esperando, saiu hoje a lista dos 23 convocados mais 7 possíveis nomes em casos de algum imprevisto. Como já era de se esperar, nenhuma notícia que viesse a surpreender. Alias, tivemos surpresa por nao ter surpresa; surpresa pela esperança de ser surpreendido e nao ser. Mas que mal tem?! Só espero que esse time chegue pelo menos até a semi, pois, pelo que ouvi no trampo, dia de jogo a gente sai mais cedo!





15/06 – 11:00 – Costa do Marfim x Portugal
15/06 – 15:30 – Brasil x Coréia do Norte
20/06 – 15:30 – Brasil x Costa do Marfim
21/06 – 08:30 – Portugal x Coréia do Norte
25/06 – 11:00 – Portugal x Brasil
25/06 – 11:00 – Coréia do Norte x Costa do Marfim




Horario de Brasilia

domingo, 9 de maio de 2010

O Robertão não mudou só de nome!!


Cá estou eu, matutando com meus botões - onze para ser mais exato - a respeito das possibilidades decorrentes do início de mais um campeonato brasileiro de “trancos e pontapés” - como dizia Graciliano Ramos em sua determinada e equivocada campanha nacionalista de aversão ao football. Este, de acordo com o respeitadíssimo instituto de pesquisas mantido pelo SPFC é o campeonato brasileiro de número 40. Um número singular. Pensei e pensei durante quase um minuto; cheguei a momentânea conclusão de que aquele velho aforismo salientado pelos tiozões de trinta e tantos anos, de que a “vida começa aos quarenta”, realmente não tenha a menor razão de ser, pelo menos para, ou neste evento.... Afinal, vitalidade não é bem o que mais enxerga, nesta mais que alongada peleja, que se inicia durante a ressaca do coelhinho e se encerra com a benção do bom velhinho.
Minha atual desilusão com este quarentão, não apresenta os mesmos motivos que a pouco tempo atrás, visto o êxodo positivo de futebolistas de alto nível à terra do Rei Momo, “o monarca dos quatro dias”, ela é decorrente da sofrível ausência de grandes duelos, de embates absolutamente históricos, onde a possibilidade do novo, do surpreendente e inimaginável simplesmente acontecer é veemente. É só parar e matutar: qual o último grande momento vivido pelo Robertão renomeado? Eu lhe respondo meus companheiros; o jogo das pedaladas.
No pós pedala Robinho - que entrou para cultura popular - me recordo muito mais das pilantragens postas em prática por juízes, de apito e de martelo, que de malabarismos, calhordisses e mal “caratísmos”, elementos intrínsecos e indispensáveis aos jogadores que protagonizam os grandes épicos. O que realmente me aflige, é pensar que Neymar, Ganso e Gladiador - exatamente nesta ordem - disputarão o campeonato, podem até tornarem-se campeões, mas na história que iremos contar, por falta de foco, se perderão na multidão, serão apenas mais um, dois ou três.
Malditos pontos corridos, maldita fórmula da mesmice... as surpresas só costumam acontecer na rabeira da tabela!! Se ninguém colaborar, vide Corinthians e Grêmio no ano passado, vamos ficar na mesma dos últimos anos.
É rapaziada... ele não mudou só de nome, ele contou o cabelo, a barba, virou careta e arrumou emprego; mas é bem sucedido!!
Palpite? Tenho o mesmo de sempre. Infelizmente é certeiro e indigesto: São Paulo e Washington. Campeão e artilheiro respectivamente.

sábado, 8 de maio de 2010


Passando o tempo...
Admirando a paisagem, o indivíduo toma conta da imensidao daquilo que o rodeia, de quao grande é o "mundo". Um reflexo momentaneo que atinge o amago da sua condiçao como ser isolado lhe colocando a percepcao de seu limitadissimo papel. Porem essa reflexao talvez nao atinja o ponto crítico de lhe faça passar do fenomenico para o uma critica que permita sua emancipacao diante dessa condicao de ser social. Assim, quando volta ao cotidiano, as sua relaçoes mais proximas, seu dia-a-dia passa lhe a consciencia de que é o sujeito de sua propria vida, embarcando de novo nas "ideologias" que permitem com que pense desse modo, como por exemplo a do "self-made man".

ps: texto de uma conversa que tive com o Chico

quinta-feira, 6 de maio de 2010

O Aplicador de Violência


A modernidade se costitui historicamente através de um constante aprofundamento das relações sociais como relações de violência. Assim, o grau de importância que as instituições modernas tem na gerência da crise da modernidade, ao assegurar sua tautologia irracional, tem relação direta com a violência, a opressão, que aplicam. A figura do patrão, o estado, a polícia, o exército, além de caracterizarem-se simbolicamente necessariamente com projetores de temerosidade, constroem um discurso próprio, uma forma de subjetivação do papel que têm na aplicação da violência, violência que toma o corpo destas figuras e assume suas línguas, suas cabeças. Destas formas particulares dos aplicadores da violência observadas pelo homem moderno cotidianamente, surgem certas formas de personificação socialmente constituídas, que se autonomizam dos homens, e se constroem como parte da personalidade das instituições. Quanto maior violência esta aplica maior será aquela projeção de temerosidade, tanto maior será a autonomização de uma forma de padrão de subjetividade da objetivação que se coloca a quem assume o papel de aplicador de violência.
Assim como o nível de reprodução do capital foge a capacidade de compreensão individual, também o nível de violência disponível supera qualquer capacidade de figuração na mente do homem moderno. Porém, quando de alguma forma, mesmo aquele aplicador de violência desconstituído de sua alma vê ou entrevê a violência aplicada, pós-fordista, com capacidade de dizimação semelhante à capacidade produtiva da indústria contemporânea,se imprime nele uma visão do horror, uma marca tão profunda que o discurso da instituição e a ideologia nacional não mais dão conta de cicatrizar. Tão vasto é seu poder de destruição, tão grande é a distância que o aplicador está de sua vítima, tão pouco trabalho necessita ele para realizar sua devastação; porém toda essa desconstituição de si mesmo do papel que realiza, pode aparecer a ele de uma só vez e produzir um choque tão violento quanto é a sua posição na sociedade moderna. Pode aparecer como uma visão de sua devastação, de situações traumáticas vividas em seu cotidiano de trabalho, mas as formas de subjetivação de sua inserção dentro da sociedade produtora de mercadorias, que o ajudam a remediar estas situações traumáticas que fazem parte de seu cotidiano de trabalho (o nacionalismo, um senso de superioridade racial, a ideologia da liberdade burguesa...), neste momento de crise profunda não conseguem mais repor este dilaceramento interno vivido pelo aplicador de violência.
Em fevereiro, saiu na Folha um texto do Contardo Calligaris, (que pode ser lido na íntegra no seu blog, http://contardocalligaris.blogspot.com/2010/02/injecao-do-dia-depois.html ). Ele conta de uma pesquisa realizada na Inglaterra que mostra que os militares que foram à guerra do Iraque e que sofreram situações traumáticas, que recebem rapidamente morfina por via intravenosa tendem a sofrer menos de transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). “Só para explicar, sofrer de TEPT significa, meses e anos depois do evento traumático, ser invadido por lembranças e pesadelos recorrentes que forçam a revivê-lo, perder-se em "flashbacks" que podem durar horas, sofrer psicológica e fisiologicamente quando se esbarra em algo que evoque um aspecto qualquer do evento, estar constantemente numa hipervigilância assustadiça e por aí vai. Quem sofre de TEPT tenta evitar estímulos associados ao trauma, a ponto de se tornar, às vezes, amnésico e, geralmente, de preferir um isolamento apático ao comércio com outras pessoas. Ora, a pesquisa selecionou 696 militares feridos em combate no Iraque, para os quais eram disponíveis dados médicos detalhados. Até dois anos depois do ferimento, mais ou menos um terço tinha desenvolvido um transtorno de estresse pós-traumático. Comparando o tratamento desse terço com o dos dois terços que não apresentaram TEPT, foi possível concluir que o uso de morfina no tratamento imediato de uma ferida reduz o risco de que, mais tarde, o paciente desenvolva um transtorno de estresse pós-traumático.”

Sem o interesse de discutir o tratamento que o colunista dá ao assunto, cabe antes constatar a preocupação dos órgãos de ciência em tratar do mal que assola os aplicadores de violência. Os aplicadores de violência de ponta, estes trabalhadores extremamente especializados no manuseio das máquinas de destruição, são muito caros para poderem ser descartados por uma tormenta mental. O uso da morfina retira o peso daquela experiência traumática, permite, como que apagando a memória emocional, que o aplicador de violência continue sua vida sem entrar em pane. Neste momento de crise profunda da modernidade, as intituições, para conseguir dar conta da gerência desta crise, precisam impor um nível de violência tão assombroso, que os homens mais preparados para sua execução não conseguem suportá-la sem a desconstituição de sua própria experiência de vida. O caráter objetivo dos homens modernos, cada vez mais se escancara, na mesma medida em que também distancia-se a capacidade destes perceberem que vivem para a vida da mercadoria.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Primeira poesia

A Máquina do Mundo


E como eu palmilhasse vagamente
uma estrada de Minas, pedregosa,
e no fecho da tarde um sino rouco

se misturasse ao som de meus sapatos
que era pausado e seco; e aves pairassem
no céu de chumbo, e suas formas pretas

lentamente se fossem diluindo
na escuridão maior, vinda dos montes
e de meu próprio ser desenganado,

a máquina do mundo se entreabriu
para quem de a romper já se esquivava
e só de o ter pensado se carpia.

Abriu-se majestosa e circunspecta,
sem emitir um som que fosse impuro
nem um clarão maior que o tolerável

pelas pupilas gastas na inspeção
contínua e dolorosa do deserto,
e pela mente exausta de mentar

toda uma realidade que transcende
a própria imagem sua debuxada
no rosto do mistério, nos abismos.

Abriu-se em calma pura, e convidando
quantos sentidos e intuições restavam
a quem de os ter usado os já perdera

e nem desejaria recobrá-los,
se em vão e para sempre repetimos
os mesmos sem roteiro tristes périplos,

convidando-os a todos, em coorte,
a se aplicarem sobre o pasto inédito
da natureza mítica das coisas,

assim me disse, embora voz alguma
ou sopro ou eco ou simples percussão
atestasse que alguém, sobre a montanha,

a outro alguém, noturno e miserável,
em colóquio se estava dirigindo:
"O que procuraste em ti ou fora de

teu ser restrito e nunca se mostrou,
mesmo afetando dar-se ou se rendendo,
e a cada instante mais se retraindo,

olha, repara, ausculta: essa riqueza
sobrante a toda pérola, essa ciência
sublime e formidável, mas hermética,

essa total explicação da vida,
esse nexo primeiro e singular,
que nem concebes mais, pois tão esquivo

se revelou ante a pesquisa ardente
em que te consumiste... vê, contempla,
abre teu peito para agasalhá-lo.”

As mais soberbas pontes e edifícios,
o que nas oficinas se elabora,
o que pensado foi e logo atinge

distância superior ao pensamento,
os recursos da terra dominados,
e as paixões e os impulsos e os tormentos

e tudo que define o ser terrestre
ou se prolonga até nos animais
e chega às plantas para se embeber

no sono rancoroso dos minérios,
dá volta ao mundo e torna a se engolfar,
na estranha ordem geométrica de tudo,

e o absurdo original e seus enigmas,
suas verdades altas mais que todos
monumentos erguidos à verdade:

e a memória dos deuses, e o solene
sentimento de morte, que floresce
no caule da existência mais gloriosa,

tudo se apresentou nesse relance
e me chamou para seu reino augusto,
afinal submetido à vista humana.

Mas, como eu relutasse em responder
a tal apelo assim maravilhoso,
pois a fé se abrandara, e mesmo o anseio,

a esperança mais mínima — esse anelo
de ver desvanecida a treva espessa
que entre os raios do sol inda se filtra;

como defuntas crenças convocadas
presto e fremente não se produzissem
a de novo tingir a neutra face

que vou pelos caminhos demonstrando,
e como se outro ser, não mais aquele
habitante de mim há tantos anos,

passasse a comandar minha vontade
que, já de si volúvel, se cerrava
semelhante a essas flores reticentes

em si mesmas abertas e fechadas;
como se um dom tardio já não fora
apetecível, antes despiciendo,

baixei os olhos, incurioso, lasso,
desdenhando colher a coisa oferta
que se abria gratuita a meu engenho.

A treva mais estrita já pousara
sobre a estrada de Minas, pedregosa,
e a máquina do mundo, repelida,

se foi miudamente recompondo,
enquanto eu, avaliando o que perdera,
seguia vagaroso, de mãos pensas.

Carlos Drummond de Andrade

O Ganso é um ''urso!''

Olá leitores!

Estou debutando nessa atividade blogueirística que sempre resisti em executar por achar que não teria paciência para exercê-la com o devido carinho e acuidade. Talvez esteja fazendo isso só porque o "fardo" foi divido em 5.

Apresentações à parte, quero falar do meu mais novo ''ídolo'' nos campos de bola, Paulo Henrique, o Ganso. Hoje li um texto ótimo sobre o futebol desse rapaz http://www.conversasedistracoes.blogspot.com/, mas ainda acho que a bola desse animal que voa merece mais algumas palavras.

Sempre defendi que a posição mais incrível no futebol é a do meia armador, seja ela o camisa 10 ou não. Por isso admiro mais o Riquelme do que o Kaká, embora o brasileiro seja mais eficiente... essas porcarias do futebol do espetáculo e do pragmatismo.

Jogando bola, apesar da falta de talento, sempre tive a vontade de entender e fazer o que fizeram Zidane, Riquelme, Didi, Sócrates, Hagi e tantos outros. O passe agudo e genial, de primeira, pra frente, aquele que deixa o atacante na cara do gol pra ser ''o cara'' do jogo.

Hoje, corintiano que sou, assisto aos jogos do Santos não para ver o malabarismo dos dois leves e selecionáveis atacantes, mas sim os passes inacreditáveis do Ganso.

Podem me chamar de precipitado vocês que acham que ele não provou nada, não ganhou nada, etc., mas eu já o acho candidato a gênio da bola como não se vê nessas características desde Zidane, pois o que ele vê só ele vê.

Paulo Henrique tem características românticas de maestro da bola, aquelas que muitos já decretaram como mortas nesse futebol que consagra aos volantes seu papel principal.
Sim, estou sendo nostálgico com aquilo que quase não vi, o futebol arte.

A descoberta de Giovanni (que também foi/é craque) aparece aos olhos dos adoradores do campeonato inglês como lento mas ele dribla de maneira desconcertante, cadencia e domina o meio-campo, dá passes surpreendentes a todo tempo e quase não os erra. Em um jogo "normal" do Ganso ele coloca os companheiros na cara do gol 5, 6 vezes, impressionante!

O jogo de ontem não despertou minha observação para o futebol de Paulo Henrique, ao contrário, só confirmou que ele é um "urso", como andando denominando alguns colegas.

Primeira postagem

Bom dia !

Esta é a primeira postagem deste blog que espera reunir opinioes e discussoes diversos, agregando sempre um participante. Pra começar somos nos 5, divindos nos 5 dias da semana, Acho que daí fica fácil deduzir o nome do blog. Mesmo que tenhamos mais contribuiçoes, em nada se alterará a idéia deste.
Por enquanto é isso ai.

Abraços !